quinta-feira, 1 de maio de 2014

Life is Good

Durmo na concha do seu travesseiro
Ainda do lado esquerdo
Com ninho desfeito
Suada de pesadelo

No mapa pregado só há um X marcado.
Nossos passos estagnaram
Os corpos, só ali descansaram
Em um único dia de sol.

A saudade habita no pensamento
cada lugar que os pés nunca passaram,
passarão.

As roupas do cabide direito
A cama do lado direito
O armário do lado direito
O anel na mão...

O branco no peito
O branco do seio
dos pés, dos dedos
O branco da pele de neve

A concha que torna rolar a janela
O vinho que é derramado no chão
O cheiro das roupas listradas
(usadas por tanto tempo)

O quadro pregado
Os olhos pregados
O inverno pregado
Todos os dias em suspensão

Tomo cuidado com as palavras
Peço paz a deus
Sabedoria ao tempo
E muita luz,
pra todos os tuneis.








Moldura Branca

Me desenha essa noite? 
Me desenha nua essa noite em seus braços. 
Diz ao tempo que pare pra que não se perca nenhum detalhe. 
Me acalenta, toca a barba no pescoço para que o pelo da pele levante.
Textura áspera....
Que cada contorno em seus olhos se torne o mais real possível. 
Senta na ponta da cama e ali me deixa, 
toma o lápis, o papel e a caneta. 
Prometo silêncio de inspiração. 
Pega, toma seu tempo, ouve meus suspiros, não me aguento. 
Preciso espirrar. 
Borrou a parte do peito. 
Eu conserto, me desprendo. 
Leva meu peito como assim ficou, deixa de pintar. 
Apaga um dia depois de muito tempo 
e se quiser refazer, pode dar. 
Me beija. 
Expressa no desenho dessa história o gosto do beijo de quem um dia vai embora, 
mas que antes, 
beija.
Ando devagar por que já tive pressa
E levo esse sorriso por que já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Nada sei.

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das maças e ds maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva pra florir.

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Todo mundo ama um dia todo mundo chora
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si o dom de ser capaz
E ser feliz

- Almir Sater  (me aconselhando)


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

"Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais

(...)

Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais". "

volta logo...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Algumas palavras sinceras da sensibilidade de alguém que Ama

Eu te amo e te defendo de todas as armadilhas que eu mesma criei
Eu te amo e te aproximo de todo aquele eu que eu posso me tornar
Eu te amo e te escolho pra estar ao lado desse pouco no mundo que sou eu
Eu te amo e te aprecio a cada suspiro que acorda pela manhã
Eu te amo e te adoro a cada beijo seu molhado e roubado que é dado ao meu
Eu te amo e te sinto a parte do corpo que toca o peito
Eu te amo e te amo mais a cada beijo de cinema
Eu te amo e te desejo a luz de vela e ar de baunilha
Eu te amo e te quero só aquilo que eu conheço sem pedir demais.
Eu te amo e te sonho todos os dias
Eu te amo e te prometo de toda dor do mundo te curar
Eu te amo e te entendo tudo é questão de tempo
Eu te amo e te espero
Eu te amo e te escrevo sem interrogação sem virgula
Eu te amo e te ensino a amar
Eu te amo e te torno verbal Abstrato e Concreto

Eu te amo e me ponho agora perto de ti
Eu te amo e me contemplo a cada sorriso seu
Eu te amo e me honro só de olhar pro lado
Eu te amo e me pergunto onde estava
Eu te amo e me encho de luz
Eu te amo e me satisfaço de todo amor que tem dado
Eu te amo e me protejo cruzando os braços em seus abraços
Eu te amo e me responsabilizo por tudo aquilo que te causar
Eu te amo e me realizo como toda essa ideia que é tão real
Eu te amo e me escrevo sem exclamação sem ponto final
Eu te amo e me ensina a amar
Eu te amo e me torno mulher menina amor snow Me sinto linda

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Agora eu entendo por que brigávamos tanto.
Era muita vontade de um estar com o outro.
Entendo até o tom.
Era muita vontade de um coração fazer o outro ouvir.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Tundum Tundum Tundum. (respira)

é a unica palavra que se consegue pronunciar
uma mão que acena e outra mão que aperta
um peito que se impõe outro que recua
diria uma carta inteira a espera de um pedido
faria um pedido a espera de uma carta
não olharia pra mais nada, só pro alto
de lá ouvir a voz da lua que completa o som do coração
é mergulhar em abismo
é se esconder em tantos ismos
é esquecer a dor, o dia do perdão
tomar uma dose de absinto
tragar o estrago do palheiro
dizer por favor, não me conte mais nada
não quero saber da aula, do revolver e do banco
não quero saber da morena, dos cachos,
não quero saber das cidades, das vaidades,
das idas e vindas
poder silenciar é coisa rara
por que no fundo, sempre fica aquele som
que toca, sem querer, as vezes
outro coração.

Tem um choro de colo que é guardado, todo seu. Um pedido, perdido, desculpa esquecida, arrependimento acomodado, lavado de choro, empurra...