Uma cena de filme...
Está quente.
Uma única mão pra ajudar, e duas pedindo socorro.
O amor passado de uma vida e o possível futuro feliz.
O risco de um estupro.
Quem escolher?
A cena fica lenta...
O homem escolhe o futuro...
...o passado chora.
Foco no passado.
No ritmo do estupro o olhar é triste.
O olho abre e fecha a cada vez que o estuprador...
Mete, mete em tudo o que se pode meter em sua vida.
O homem não tinha escolha, ou era uma ou outra.
Acaricia o presente com medo de o perder.
Olha para o passado com dó, mas não luta para mudar...
Já não vale mais a pena correr atrás.
Aconteceu.
O passado olha os carinhos para o futuro.
O estupro já não é nada comparado a decepção que demonstra no olhar...
Já nem chora.
Dói... mas não se sabe o que.
O estuprador some.
O homem não se arrepende, mas de alguma forma tenta consolar...
O passado vira as costas...
Vai embora.
Com a face louca.
Já não há o que pensar...
Silêncio.
O homem levanta, abraça o futuro e segue em frente...
Como se nada tivesse acontecido.
Pula Linha Travessão
... ponto de exclamação.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Um Grito ao Silêncio
Um grito ao desespero dos desabrigados
Um grito a Deus que com a terra não a de convir
Um grito as farpas do nosso caminho
Um grito ao peito que não cobre as costas
Um grito a mão que a aconselha
Um grito aos joelhos que imploram
Um grito as religiões, todas ateias
Um grito ao mundo que precisa escutar
Um grito ao políticos, filhos da puta
Um grito a polícia, ao exército e ao ladrão
Um grito ao machismo
Um grito de revolução
Um grito de esperança as mulheres para não terem mais que gritar
Um grito aos que tem tudo
Um grito aos que não tem nada
Um grito as risadas exageradas que são gritos
Um grito a fome de gritar
Um grito ao tempo que custa a passar
Um grito ao que ficou pra trás
Um grito pra receber o que está por vir
Um grito ao sentimento que trasborda o peito e escorre pela garganta
Um grito a alma que sai pelos olhos
Um grito ao sentimento que trasborda o peito e escorre pela garganta
Um grito a alma que sai pelos olhos
Um grito pra aliviar
Um grito pra dissimular
Um grito pra pedir perdão
Um grito de arrependimento
Um grito pra te ter na mão
Um grito que me falta o ar
Um grito de desejo
Um grito de desejo
Um grito pra dizer não
Um grito pra assustar
Um grito pra assustar
Um grito pra se acalmar
Um grito ao medo de gritar
Um grito pra escrever
Um grito de quem não pode calar
Um grito para nunca parar
Um grito pra não gritar.
Ainda faltam gritos.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Siris
Sirius, é a estrela mais brilhante no céu noturno, com uma magnitude aparente, localizada na constelação de Canis Major. Pode ser vista a partir de qualquer ponto na Terra, sendo que, no Hemisfério Norte faz parte do Hexágono do Inverno.
Uma das estrelas mais próximas do nosso planete. A sua estrela vizinha mais próxima é Procyon.
Do ponto de vista histórico, Sirius sempre foi o centro das atenções, fruto de um significado muito especial dado pelas mais diversas culturas.
Para: Procyon.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Pula o verso pra sair do Avesso
A vontade de ir embora era só vontade de ficar comprimida.
Esse desejo de troca, foi consequência de te amar pelo avesso.
Não percebe?
E a nossa falta.... A sua falta, já não te importa? Me incomoda! Bosta.
Eu não preciso de alguém que me proteja todo tempo
Mas preciso saber que tenho alguém que me projete a qualquer hora.
As palavras doem, e o coração acelera em modo de espera
Um ritmo frenético que aperta, e aperta e aperta e aperta. E para.
Um silencio brando, cobre o peito e se perde no espaço.... Calma.
Ping, ping, ping.
A tempestade se fez... O céu já não é mais azul.
A nuvem escura e ao mesmo tempo clara de chuva cobriu o sol...
Só por que ele brilhava.
Esse desejo de troca, foi consequência de te amar pelo avesso.
Não percebe?
E a nossa falta.... A sua falta, já não te importa? Me incomoda! Bosta.
Eu não preciso de alguém que me proteja todo tempo
Mas preciso saber que tenho alguém que me projete a qualquer hora.
As palavras doem, e o coração acelera em modo de espera
Um ritmo frenético que aperta, e aperta e aperta e aperta. E para.
Um silencio brando, cobre o peito e se perde no espaço.... Calma.
Ping, ping, ping.
A tempestade se fez... O céu já não é mais azul.
A nuvem escura e ao mesmo tempo clara de chuva cobriu o sol...
Só por que ele brilhava.
domingo, 15 de janeiro de 2012
O Dia
E as vezes me vem uma vontade de ler
de ver algo engraçado na tv
de colocar uma musica nova e dançar
de sair pulando sem parar....
E as vezes me da vontade de sentir
sentir só mais um pouquinho de alegria
pra mostrar pra esse corpo tão esquecido
que aqui na terra, pertenço a vida.
E as vezes da vontade de esperar
esperar pra ver o sol nascer,
depois vê-lo repousar
e com frio, no breu ficar.
E as vezes da vontade de esquecer
esquecer as marcas de lágrima no chão
peço a ele que sugue dali
qualquer motivo que me magoe por ti.
E as vezes da vontade de viver.
Mas é só as vezes que consigo seguir
Outras tantas tento me aquecer,
pra uma nova história brotar aqui.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Foi no tempo de Abóbora
Vai meu bem, que a tua estrada é no sólido
O seu fim já tem saída, e brilha. É o sol.
Vai meu bem, que aqui já não te pertence
O teu tesouro é bem menor.
Vai meu bem, que agora passou a hora
E o lábio já secou, o sorriso está murchando.
Vai meu bem, que o sentido se desfez
Do norte fez-se o sul e o sol já não se poe mais no oeste.
Vai meu bem, que agora o tempo é meu
Sou senhora toda dele, de sobrenome indefinido.
Vai meu bem, que chegou a hora de aprender
No outono se plantou e agora a flor vai crescer.
Vai meu bem, vai meu bem, vai-te embora.
A ampulheta se esgotou e já é tempo de abóbora.
O seu fim já tem saída, e brilha. É o sol.
Vai meu bem, que aqui já não te pertence
O teu tesouro é bem menor.
Vai meu bem, que agora passou a hora
E o lábio já secou, o sorriso está murchando.
Vai meu bem, que o sentido se desfez
Do norte fez-se o sul e o sol já não se poe mais no oeste.
Vai meu bem, que agora o tempo é meu
Sou senhora toda dele, de sobrenome indefinido.
Vai meu bem, que chegou a hora de aprender
No outono se plantou e agora a flor vai crescer.
Vai meu bem, vai meu bem, vai-te embora.
A ampulheta se esgotou e já é tempo de abóbora.
O Analfabeto Político
O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Dos exploradores do povo.
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Dos exploradores do povo.
- Bertolt Brecht.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Quando os olhos fecham
Quando os olhos fecham,
a sensação seguinte preocupa.
Quando as pálpebras se juntam,
mostram uma forma de proteção
ao que está por vir.
Tentam impedir o desgosto,
que pode machucar a menina.
Ou então, no caso de uma coisa boa.
Impedem que o tempo corra,
impedem que o brilho e o desejo escorram a face,
antes de atingirem seu coração.
a sensação seguinte preocupa.
Quando as pálpebras se juntam,
mostram uma forma de proteção
ao que está por vir.
Tentam impedir o desgosto,
que pode machucar a menina.
Ou então, no caso de uma coisa boa.
Impedem que o tempo corra,
impedem que o brilho e o desejo escorram a face,
antes de atingirem seu coração.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Eu podia ter me Arrependido
Eu podia ter escutado a musica mais uma vez, mas já era tarde e o som estava alto.
Eu podia ter abraçado bem mais forte do que fiz, mas temi que meus braços doessem.
Eu podia ter esquecido a hora, desligado o relógio, mas sempre senti que tinha o tempo certo.
Eu podia ter ficado mais na cama, mas eu tinha medo de sonhar.
Eu podia ter me arrependido menos agora, mas tenho medo de seguir em frente.
Eu podia ter amado por inteiro, mas só tenho metade de mim mesmo.
Eu podia ter te beijado um poco mais, mas me faltou o ar.
Eu podia ter deixado o ônibus ir sem mim, mas será que outro iria passar?
Eu podia ter pintado sua pinta, mas pintei a cara e fui pra festa.
Eu podia ter feito uma cena, mas já estava tão cansada de atuar.
Eu podia ter olhado mais nos olhos, mas pareciam tão comuns os riscos que tinham neles.
Eu podia ter parado tudo e voltado atrás, mas eu ainda não sabia que valia a pena.
Eu podia ter acreditado mais em ti, mas eu sempre me achei certa.
Eu podia ter dito mais eu te amo, mas resolver uma briga era mais importante.
Eu podia terminar a carta, mas não quis escrever mais.
Eu podia ter abraçado bem mais forte do que fiz, mas temi que meus braços doessem.
Eu podia ter esquecido a hora, desligado o relógio, mas sempre senti que tinha o tempo certo.
Eu podia ter ficado mais na cama, mas eu tinha medo de sonhar.
Eu podia ter me arrependido menos agora, mas tenho medo de seguir em frente.
Eu podia ter amado por inteiro, mas só tenho metade de mim mesmo.
Eu podia ter te beijado um poco mais, mas me faltou o ar.
Eu podia ter deixado o ônibus ir sem mim, mas será que outro iria passar?
Eu podia ter pintado sua pinta, mas pintei a cara e fui pra festa.
Eu podia ter feito uma cena, mas já estava tão cansada de atuar.
Eu podia ter olhado mais nos olhos, mas pareciam tão comuns os riscos que tinham neles.
Eu podia ter parado tudo e voltado atrás, mas eu ainda não sabia que valia a pena.
Eu podia ter acreditado mais em ti, mas eu sempre me achei certa.
Eu podia ter dito mais eu te amo, mas resolver uma briga era mais importante.
Eu podia terminar a carta, mas não quis escrever mais.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Louca d'Alma
A loucura beira a alma
Piara sobre o edifício de insegurança
Grita o desejo de mais um vez
E o perdão já não tem mais explicação.
Perdeu o valor.
A voz cala, consente.
A respiração, cessa
e o movimento se torna nulo.
A delicadeza impera
pois o grave já ocorreu.
(não vale mais a pena)
Já não adianta correr
não adianta chorar.
Os sons aguçam mais o instinto
Afasto-me. Vejo a cena de fora.
A delicadeza e o corpo ardendo em chamas
Um mix de água e fogo. Sem explicação.
A verdadeira loucura serena, calma, d'alma.
Silenciosa e plena. Que grita por dentro
E para, fica rasa por fora.
Acabou. Vou, vai embora.
A escada parece uma grande jornada
E o degrau tem sabor.
A rua é liberdade.
Para que voe passarinho, voe.
Encontre o amor.
O que lembra teu nome.
E nunca te conheceu
(não deixou)
O que te quer de volta.
Sem querer ser dono.
Sem querer ser gaiola.
Piara sobre o edifício de insegurança
Grita o desejo de mais um vez
E o perdão já não tem mais explicação.
Perdeu o valor.
A voz cala, consente.
A respiração, cessa
e o movimento se torna nulo.
A delicadeza impera
pois o grave já ocorreu.
(não vale mais a pena)
Já não adianta correr
não adianta chorar.
Os sons aguçam mais o instinto
Afasto-me. Vejo a cena de fora.
A delicadeza e o corpo ardendo em chamas
Um mix de água e fogo. Sem explicação.
A verdadeira loucura serena, calma, d'alma.
Silenciosa e plena. Que grita por dentro
E para, fica rasa por fora.
Acabou. Vou, vai embora.
A escada parece uma grande jornada
E o degrau tem sabor.
A rua é liberdade.
Para que voe passarinho, voe.
Encontre o amor.
O que lembra teu nome.
E nunca te conheceu
(não deixou)
O que te quer de volta.
Sem querer ser dono.
Sem querer ser gaiola.
...
A mente humana é a pior arma que existe.
O cérebro atrofia lentamente o resto do corpo.
O tempo coordena o tic-tac do pensamento
Disparam, o gatilho: Boom!
Agora só virou corpo, corpo vazio.
O cérebro atrofia lentamente o resto do corpo.
O tempo coordena o tic-tac do pensamento
Disparam, o gatilho: Boom!
Agora só virou corpo, corpo vazio.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Lamento a Lembrança
A impressão é de que tudo foi esquecido.
Comprimido a angústia e magoa
que foram jogadas em um saco
e se misturaram com as flores,que foram jogadas em um saco
e nós somos (viramos) os espinhos.
A lembrança é o sopro bom do passado.
A lembrança é o que da ré em uma relação.
A lembrança é o que nos prende em um passado recente.
A lembrança é o que fica quando a vontade vai.
A lembrança é só lembrança quando parece que não há mais nada a se fazer só.
Só.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Um dia...
Me engole
Me camufla
Me satura
Me expressa
Me acuda
Me entrego a sua euforia
Me deixe ser única na multidão.
Me puxa para o seu centro
Me para quando preciso
Me desfrute, te desfruto
Me estupra a vida
Ahhhhhhhh!
Chora sobre mim a garoa fina
A falta de céu e de lua
Deixa eu ser pequena nos monumentos
Uma formiga na rua
Deixe que o pé doa por explorar você.
Me consome os dias
E não me deixe sonhar a noite.
Vosmecê não me conhece. Eu vim da Serra..."
G.Rosa (adaptado)
G.Rosa (adaptado)
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Um garoto da praça
Uma praça de ponta a ponta.
No olhar, de longe fixou em mim sua imagem.
O cabelo comprido, um jeito bronco, fechado... só no jeito.
Parecia.
Ver-te equilibrar-se pelo chão, demostrou-me a camuflagem que tem.
Garoto, peralta.
Não consigo detalhar o movimento dos cabelos, os seus, suas mãos,
posso até dizer que em um minuto o meus mundo ia e voltava com o balanço do cabelo.
Por pura insistência, uma ideia de atravessar a praça me saltava os olhos.
Mas o que dizer? Senti vergonha. Logo eu, tão destemida.
Não fui. Olhei um pouco mais de longe. Te contemplava e como. Até eu duvidava.
_Olá. - Um susto, alguém me chamava.
(volta, Ana)
Uma pena depois descobrir que tinha cara de cu.
No olhar, de longe fixou em mim sua imagem.
O cabelo comprido, um jeito bronco, fechado... só no jeito.
Parecia.
Ver-te equilibrar-se pelo chão, demostrou-me a camuflagem que tem.
Garoto, peralta.
Não consigo detalhar o movimento dos cabelos, os seus, suas mãos,
posso até dizer que em um minuto o meus mundo ia e voltava com o balanço do cabelo.
Por pura insistência, uma ideia de atravessar a praça me saltava os olhos.
Mas o que dizer? Senti vergonha. Logo eu, tão destemida.
Não fui. Olhei um pouco mais de longe. Te contemplava e como. Até eu duvidava.
_Olá. - Um susto, alguém me chamava.
(volta, Ana)
Uma pena depois descobrir que tinha cara de cu.
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