Ja faz um ano e a cicatriz ainda não esbranquiçou...
Será que quando ela branquear eu vou aprender com os erros dos porquês dela estar aí?
Me desculpa meu amor.
domingo, 30 de dezembro de 2012
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Em Ferradura
cinco de ouro
o imperador
o imperador
cinco de paus
a imperatriz
quatro de copas
a morte
cinco de paus
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
meu Amor minha Amoreira
Evitar a amoreira é praticamente inevitável.
É olhar para o portão e não ver você chegar.
é pensar no futuro quando esse lar eu deixar
e tentar dizer adeus, pra terra em que foi enterrada.
Vinda dela, de volta nela.
É pisar na grama em que um dia dormiu
e pensar que foi nela que dormiu para sempre.
é pensar que das minha janela já não vou te chamar
é de cortar o coração quando corto o cambará
É olhar pra trás e ver o dia de chuva que do bueiro te tirei
é lembrar da escolha, ou a menina ou a mãe
é lembrar dos seus primeiros momentos de vida
e tentar esquecer seus últimos momentos de morte
É desvencilhar-me dos seus nomes
das suas partes
dos olhares
É tentar chegar em casa, e toda vez logo de cara não sentir sua falta
é virar rotina até lembrar que nesse jardim não tem mais vida
e definir os tons de cinza
É difícil lembrar do gosto da amora,
meu amor.
É olhar para o portão e não ver você chegar.
é pensar no futuro quando esse lar eu deixar
e tentar dizer adeus, pra terra em que foi enterrada.
Vinda dela, de volta nela.
É pisar na grama em que um dia dormiu
e pensar que foi nela que dormiu para sempre.
é pensar que das minha janela já não vou te chamar
é de cortar o coração quando corto o cambará
É olhar pra trás e ver o dia de chuva que do bueiro te tirei
é lembrar da escolha, ou a menina ou a mãe
é lembrar dos seus primeiros momentos de vida
e tentar esquecer seus últimos momentos de morte
É desvencilhar-me dos seus nomes
das suas partes
dos olhares
É tentar chegar em casa, e toda vez logo de cara não sentir sua falta
é virar rotina até lembrar que nesse jardim não tem mais vida
e definir os tons de cinza
É difícil lembrar do gosto da amora,
meu amor.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Por de trás do Retrovisor
Ver fragmentos do seu rosto,
e imaginar cada traço dos seus olhos.
Sentir o arrepiar do seu corpo
com o tocar dos meus dedos
dançando por sua nuca
Antes do Pôr do Sol
Na espera o desejo.
O meu sorriso gela
e desapega
da sua boca cética.
A pele em pele,
despela seus pelos
de mim.
No acordar do desprezo
pela noite sem fim.
Há tarde de chuva
e literatura.
Sua mão rela meu corpo.
Selva de sensações.
E no desabrochar dessa semana,
o coração almeja
e o cabelo salta.
Feito descabelada.
O beijo suave de tchau,
leva com a chuva,
nossa companhia.
O inacreditavel,
irreal,
tornou se fim.
F. D. U.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Por Onde Andei - Nando Reis
Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança
Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava
Amor eu sinto a sua falta
E a falta, é a morte da esperança
Como um dia que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama
Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me falta
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