quarta-feira, 8 de junho de 2011

...

Amanha não vou ligar
amanha vou esperar ele ligar.
E quando ele ligar vou sorrir.
Vou sorrir e perguntar como foi o seu dia.
Quando ele perguntar do meu, vou dizer que foi bom,
por que eu sei que só isso já vai o satisfazer.
Depois eu vou perguntar se ele comeu, o que ele comeu, o que ele vai fazer,
e se ele perguntar de mim... ele não vai perguntar de mim.
Quando eu desligar, quando eu falar eu te amo bem carinhosamente,
vão cair duas lagrimas dos meus olhos:
uma de tristeza e outra de amor próprio.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Depois de uma caneca de café
e a brasa do meu cigarro,
é a hora de acordar.

Desperta menina
que o dia é longo.
O sol quente lá fora
chama seu corpo para se banhar.

Aquele clima gostoso de fim de tarde,
trás no rosto um meio sorriso.
A praça, meu livro, outro cigarro e o café.
O beijo, o abraço, as costas expostas,
aproveitando o ultimo resquício de fim.

A noite cai, o sono não vem.
O choro, a dor, não me sinto viva.

Boa noite meu amor.
Dorme bem que não acabou,
dorme, dorme que ainda existe amor,
e se ainda existe amor, há uma chance.

sábado, 21 de maio de 2011

168 horas.

Acordo, baqueada,
chegou a segunda,
pega os livros, vai pra escola.

O dia não passa,
as horas são lentas...
segundos, são minutos.
É terça.

Quarta, frustração.
três horas se foram
e a seção de terapia não adiantou.
Chego em casa, cansada,
com fome, sono e suja.

Me perco na hora,
é a quinta feira da semana.
O mesmo filme, a feira.
Tudo tão perto, tudo tão longe.

Hoje é o dia de espera
as 17:00 quase 17:30 , 17:50
da sexta feira.
Ultimo dia do cursinho,
o dia que mais da vontade de não ir.

Por conta de ontem,
hoje o dia começa as 15:00
e acaba as 16:00.
Foi -se outra tarde de sábado.

Hoje é domingo.
Domingo não deveria ser dia.
Deveria ser lembrança,
deveria ser futuro, nostalgia.
É nele que se olha e se chora
a semana que passou,
com ele se olha, e chora,
a semana que está por vir.





segunda-feira, 16 de maio de 2011

Saudades de escrever de corpo e alma!
As formas bonitas, agora tem buracos.
Com os pedaços e as pedras, formou -se um castelo.
Do sólido fez-se o líquido, um riacho.
O riacho passa ao redor, complicado de pular.
Muros enormes, fortes, quase impossíveis de quebrar.
Existe apenas uma porta, e uma chave.
Apenas um caminho, longo, cheio de armadilhas, destino.
A bruxa Dor, insiste em atrapalhar o moço.
"Mas moço, e a princesa?"
Depois de muitas horas gritando seu nome, percebeu:
"Ela não vem..."
Nada adiantaria ficar ali do lado de fora,
aquela era a hora de ir busca-la
mesmo com toda água,o caminho, a Dor e o muro, era hora de tentar.





domingo, 24 de abril de 2011

Todos

Quanto tempo, ein?
Quantos abraços.
Quantos sorrisos.
Quantos beijos.
Quantas lágrimas,
de dor, saudade, emoção.
Quantos pedidos.
Quantas promessas.
Quantos "bigo", "Nhé nhé nhé".
Quantos minutos contados pra 6 horas,
vinte 6 horas.
E o sino... o som, o medo... Eu lembro!
Quantos, Meu amor.
Quanto ao resto,
eu espero.
Quero o resto,
quanto quero a ti,
muito.

24/04/2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

Que vontade de escrever, todas as coisas que eu sinto. Quantos "algos" que eu não sei explicar...
tudo acumulado, tudo acomodado, que no final do pensamento já nem tenho mais vontade de falar.

Tem um choro de colo que é guardado, todo seu. Um pedido, perdido, desculpa esquecida, arrependimento acomodado, lavado de choro, empurra...